Trabalho por hora: o que prevê a PEC 12/2026 e como pode afetar salários e direitos
Entenda como trabalho por hora pode mudar a vida dos trabalhadores brasileiros. Você aceitaria receber apenas pelas horas efetivamente trabalhadas? E se isso significasse mais liberdade para escolher seus horários? Por outro lado, e se também trouxesse menos previsibilidade financeira?
O debate sobre o trabalho por hora ganhou força como alternativa ao fim da escala 6×1. Isso é uma proposta em discussão, não uma regra atualmente válida. Enquanto alguns afirmam que a medida pode aumentar a liberdade dos trabalhadores, críticos alertam para possíveis riscos relacionados à renda, estabilidade e negociações individuais entre empregados e empregadores.
Diante desse cenário, milhões de brasileiros começaram a buscar informações para entender o que realmente pode mudar caso um modelo mais flexível avance no Congresso Nacional.
Importante: a proposta mencionada neste artigo ainda está em tramitação e não substitui as regras trabalhistas atualmente vigentes.
⚠️ Atualização — setembro de 2026
A proposta sobre o chamado trabalho por hora ainda está em discussão no Congresso Nacional. A PEC 12/2026 prevê mudanças na forma de organização das jornadas e das relações de trabalho, incluindo possibilidades de contratação e remuneração proporcionais às horas trabalhadas.
Importante: a PEC ainda não deve ser tratada como uma nova lei em vigor. Portanto, as regras trabalhistas atualmente aplicáveis continuam valendo enquanto a proposta segue seu processo de tramitação.
Neste artigo, você entenderá o que a PEC 12/2026 propõe, quais podem ser seus impactos para trabalhadores e empregadores e quais direitos precisam ser observados caso haja mudança na legislação.
Para acompanhar a situação da proposta, consulte sempre as informações oficiais disponibilizadas pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados.
O que é o trabalho por hora?
O trabalho remunerado por hora é uma forma de remuneração em que o pagamento é relacionado às horas trabalhadas. A PEC 12/2026 propõe uma modalidade específica de regime flexível, permitindo ao empregado optar por esse modelo em determinadas condições.
No Brasil, a PEC 12/2026 propõe uma modalidade flexível baseada nas horas trabalhadas, permitindo que o empregado opte por esse regime em vez do modelo tradicional previsto pela CLT.
Segundo o texto da PEC 12/2026, direitos como férias, décimo terceiro salário e FGTS seriam calculados proporcionalmente à carga horária efetivamente trabalhada. Essa previsão pertence ao texto da proposta e ainda não corresponde à legislação vigente.
Como o trabalho por hora se relaciona com o fim da escala 6×1?
Nos últimos anos, cresceu a discussão sobre a redução da jornada semanal e o possível fim da escala 6×1.
Entretanto, alguns parlamentares defendem uma alternativa diferente: em vez de reduzir a carga horária obrigatória para todos, permitir que trabalhadores e empresas negociem jornadas mais flexíveis por meio do trabalho por hora.

Quem apresentou e apoiou a PEC 12/2026?
A PEC 12/2026 foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), em 28 de maio de 2026. A proposta conta com o apoio de outros senadores e prevê a possibilidade de escolha entre o regime tradicional de jornada previsto pela CLT e um modelo flexível baseado nas horas trabalhadas.
A proposta também recebeu manifestações favoráveis de parlamentares que defendem maior flexibilidade na definição da jornada de trabalho. No entanto, é importante destacar que a PEC ainda está em tramitação no Senado e não foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Portanto, os apoios registrados até o momento não devem ser confundidos com uma votação favorável da proposta.
Entre os argumentos apresentados pelos defensores da proposta está:
- mães com filhos pequenos;
- estudantes;
- aposentados que desejam complementar renda;
- profissionais que buscam horários mais flexíveis;
- pessoas que desejam trabalhar em mais de uma empresa.
Trabalho por hora pode aumentar a liberdade do trabalhador?
Esse é um dos principais argumentos utilizados pelos apoiadores da proposta.
Segundo eles, o trabalho por hora permitiria que cada pessoa definisse sua disponibilidade de acordo com suas necessidades pessoais e familiares.
Além disso, trabalhadores poderiam:
- escolher jornadas menores;
- complementar renda em diferentes empregos;
- adaptar horários à rotina familiar;
- aumentar ganhos trabalhando mais horas quando desejarem.
Essa flexibilidade pode atender melhor determinados perfis profissionais.
Trabalho por hora pode trazer riscos para os trabalhadores?
O principal receio é que o trabalho por hora aumente a imprevisibilidade financeira, dificultando o planejamento do orçamento familiar.
Imagine um trabalhador que normalmente recebe por 40 horas semanais.
Caso a empresa reduza a demanda em determinado mês, ele poderá receber menos, afetando diretamente sua renda.
Além disso, críticos da proposta apontam que negociações individuais podem gerar desequilíbrio entre empregador e empregado, especialmente em períodos de maior desemprego.
Trabalho por hora e direitos trabalhistas
Uma das dúvidas mais comuns é se o trabalho por hora eliminaria direitos garantidos pela CLT.
Segundo o texto da PEC 12/2026, alguns direitos trabalhistas, como férias, décimo terceiro salário e FGTS, teriam cálculo proporcional às horas trabalhadas. Essa previsão pertence à proposta e não altera, por si só, os direitos previstos na legislação atualmente vigente.
Entre os direitos trabalhistas que fazem parte da discussão estão:
- férias remuneradas;
- décimo terceiro salário;
- FGTS;
- licença-maternidade;
- contribuição ao INSS.
Mesmo assim, sindicatos e entidades trabalhistas acompanham atentamente o debate para evitar possíveis perdas de proteção social. Conhecer os próprios direitos é fundamental para evitar prejuízos e decisões equivocadas.
O que dizem os especialistas sobre o trabalho por hora?
As opiniões sobre a proposta estão divididas. Defensores do modelo argumentam que uma maior flexibilidade pode ampliar as possibilidades de organização da jornada. Já críticos demonstram preocupação com a estabilidade financeira e a proteção trabalhista.
Como o trabalho por hora pode afetar aposentados e trabalhadores mais velhos?
Esse ponto chama atenção porque muitos brasileiros desejam continuar ativos após a aposentadoria.
Para aposentados que desejam continuar trabalhando, uma eventual modalidade flexível poderia representar uma alternativa de jornada reduzida. No entanto, os efeitos sobre a situação previdenciária dependem das regras aplicáveis a cada caso.
Muitos aposentados procuram formas de complementar a renda sem comprometer osbenefícios previdenciários.
Como o trabalho por hora pode impactar o orçamento familiar?
A resposta depende diretamente da quantidade de horas trabalhadas.
Quem conseguir manter uma carga horária estável pode não perceber grandes diferenças.
Por outro lado, oscilações frequentes podem dificultar:
- planejamento financeiro;
- pagamento de contas;
- organização do orçamento doméstico;
- contratação de financiamentos.
Onde acompanhar informações oficiais?
As discussões ainda dependem de análise legislativa.
Por isso, é fundamental acompanhar fontes oficiais.
As atualizações podem ser acompanhadas diretamente pelo portal do Senado Federal.
Para consultar benefícios previdenciários, utilize os canais oficiais do INSS.
O que os trabalhadores devem observar agora?
Ao acompanhar uma eventual mudança na legislação, o trabalhador deve observar três pontos:
- preservação dos direitos trabalhistas;
- previsibilidade da renda;
- liberdade real de negociação.
Esses fatores serão fundamentais para determinar se o trabalho por hora trará mais benefícios ou desafios aos trabalhadores brasileiros.
Conclusão
O debate sobre a PEC 12/2026 continua em andamento no Congresso Nacional.
Até que haja eventual aprovação e promulgação de uma mudança constitucional, permanecem válidas as regras trabalhistas atualmente vigentes.
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